BUDISMO GERAL – INTRODUÇÃO

Introdução ao Budismo geral.

Budismo é um caminho de vida que nasceu há cerca de 2500 anos atrás na Índia. Desde então vem sendo divulgado na Ásia e em outras partes do mundo. O Budismo tal como é praticado hoje é composto de três grandes veículos. O Budismo Theravada, ensinamento dos anciãos, é o veicula mais antigo e pode ser encontrado em países do sul asiático tais como o Sri Lanka e Tailândia. O Budismo Mahayana o grande veiculo, é o Budismo ensinado nos países do norte asiático tais como a China, Coréia, Vietnã e Japão. O terceiro veiculo é o Budismo Vajrayana, o Budismo ensinado no Tibet. O Budismo desenvolveu-se através do desejo sustentado pelo Buddha de superar o sofrimento de superar o sofrimento que ele teve com as experiências na vida, não era sua intenção criar uma nova religião. Ele não criou templos, altares e nem organizou rituais. O que ele ensinou foi baseado no que aprendeu de outros, e o mais importante, as experiências que obteve da sua própria vida.

O Buddha nasceu como Siddharta Guatama, um príncipe em um reino localizado no norte da Índia. Por ser um futuro rei, ele recebeu toda a educação e treinamento necessários, alem disso foi protegido de todas as experiências desagradáveis da vida. Ele foi tão protegido que nem conhecia experiências diárias da vida tais como doença, velhice e morte. Quando ele viu um doente pela primeira vez, ele ficou totalmente aflito. Então ele questionou, se um dia ele também ficaria doente ou não. Ele, então, entendeu que todos os seres vivos tinham de suportar a doença. A mesma questão apareceu referente à velhice e a morte, então perguntou a si mesmo a razão de ter nascido na condição humana e de ter uma vida cheia de sofrimento. Ele, então, encontrou um monge de semblante sereno que lhe disse sobre o caminho espiritual que leva à busca das respostas sobre os mistérios da vida. Ele viu neste monge o seu futuro. Ao invés de suceder seu pai como rei, ele encontrou uma questão mais importante, a saber, a descoberta de um caminho para o fim do sofrimento. Aos 29 anos de idade, ele deixou o palácio, sua família, todos os status e conforto da realeza e embarcou em uma jornada espiritual. Após seis anos realizando severas práticas, seu corpo ficou reduzido à pele e ossos e a beira da morte. Depois de refletir sobre a sua vida neste ponto, ele percebeu que estava vivendo nos extremos e que isto não o levaria a iluminação. E a partir desse momento decide andar pelo caminho do meio, evitando o luxo e a auto renuncia.  Com clareza de pensamento, ele sentou-se em meditação sob uma figueira, mais tarde conhecida como figueira da iluminação, e refletiu sobre o sentido da vida.

Foi neste período de meditação no qual ele refletiu sobre as experiências da vida que Guatama conseguiu alcançar a iluminação e tornou-se conhecido como o Buddha, o iluminado. O conteúdo de sua iluminação inicialmente foi pregado em seu primeiro sermão no qual ele explica as quatro nobres verdades: A vida é sofrimento; Há causas para este sofrimento; Há fim para o sofrimento; Há um caminho que leva ao fim do sofrimento.

A palavra original para o sofrimento é “dukkha”. Freqüentemente é simbolizada como uma roda cujo centro simboliza nossas vidas que não gira suavemente. Antes da sua iluminação, podemos supor que o Buddha via a vida como nos a vemos, acreditando que qualquer experiência de sofrimento é o resultado de forças externas. Portanto, nos achamos que o sofrimento devido a doenças que surgem fora de nos. Nós sofremos porque as pessoas são maldosas ou porque elas não nos entendem e assim por diante. Ele não pode negar que a vida é importante e que sua natureza transitória traz todo o sofrimento.

Por mais que tentemos manter a nossa saúde, ficaremos doentes. Por mai que tentamos manter a juventude, chegaremos á velhice.  Por mais que manter as pessoas que amamos, a morte trará a separação e finalmente a nossa própria morte.

Ele também percebeu que a impermanência era algo neutro. As mudanças que ocorreram não eram necessariamente boas ou más.  A causa do sofrimento, portanto, encontra-se totalmente em nós mesmos, em nossas reações com estas mudanças. O sofrimento é causado por nossa própria ignorância da realidade da impermanência. E como nós somos a causa do nosso próprio sofrimento, este sofrimento pode ser superado.

O caminho para superar tais sofrimentos é o caminho das oito nobres verdades, o quarto aspecto das quatro nobres verdades.

O caminho que encoraja o entendimento correto, pensamento correto, fala correta, conduta correta, vida correta, esforço correto, consciência correta, e meditação correta que significa fornecer-nos com uma nova perspective de vida.

Desta forma, promover a sabedoria e a compaixão em nossa interação com o mundo a nossa volta e que finalmente nos conduza para a felicidade e a um significado definitivo em nossas próprias vidas.

O Buddha alcançou a iluminação aos trinta e cinco anos de idade e por quarenta e cinco anos compartilhou sua compreensão da vida com todos que ele encontrava.

As verdades que alcançou vieram das suas próprias experiências na vida. Como resultado, não há o reconhecimento de deuses.

O Budismo esta focalizado nesta vida e não tem um ponto de vista definitivo da criação ou vida após morte, céu ou inferno, portanto são condições que criamos aqui e agora, sem nenhuma recompensa ou punição após a morte.

Neste aspecto, o Budismo não se encaixa na definição normal de uma religião. Não há mandamentos ou crenças que seus seguidores devam manter.

O Budismo é um caminho que nos possibilita descobrir o significado de nosso nascimento como seres humanos e a verdadeira alegria de viver.

 

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